‘A primeira agressão aconteceu quando eu estava grávida’, conta Pamella Holanda

Arquiteta falou sobre a rotina de agressões físicas, verbais e psicológicas que viveu com o marido.

Pamella Holanda

Pamella Holanda concedeu uma entrevista ao jornalista Leo Dias nesta segunda-feira (12) e deu detalhes sobre a sua relação com o DJ Ivis, acusado de agredir a arquiteta diversas vezes.

Pamella começou contando que conheceu o DJ através do Instagram, em 2018. Durante um ano e meio o relacionamento aconteceu à distância, já que ele viajava muito.

Em janeiro de 2020 ela descobriu que estava grávida e eles foram morar juntos. “Pegou muita gente de surpresa porque mal nos assumimos e um mês depois eu já apareci grávida”, contou.

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Leo Dias perguntou quando e como aconteceu a primeira agressão.

“A primeira vez que ele me bateu foi quando eu estava grávida de cinco meses. Ele me pegou pelo pescoço e me arrastou pelo corredor que tinha no apartamento até o sofá, me jogando no sofá”, contou.

“Na cabeça dele era como se eu fosse um problema, um fardo. Eu não podia chegar e dizer que estava sentindo nada, e eu sentia muita coisa, afinal, estava longe da família, na pandemia, estava de quarentena desde o inicio da gravidez. Eu não tinha suporte dentro da casa dele, se eu chegasse para falar qualquer coisa era como se eu estivesse levando problemas para ele”, contou.

E continuou: “Ele vivia na linha tênue de explodir, eu vivia pisando em ovos porque a qualquer momento ele explodia, ele perdia a paciência muito fácil, não tinha paciência para nada”.

O jornalista perguntou quantas vezes ele a agrediu. “Nossa, não sei, muitas. Não era só fisicamente, era verbalmente, psicologicamente, era um terror psicológico muito grande”.

Em seguida, Pamella contou que ela resolveu denunciar após as últimas agressões, que aconteceram no início de julho.

A influencer contou que recebeu conversas dele com outra mulher e foi questiona-lo, o que o deixou nervoso e fez com que ele a agredisse.

“Tentou me estrangular dentro do banheiro, me segurou com as duas mãos, me segurou contra a pia. Eu consegui sair e fui para o quarto, ele veio atrás e me deu vários murros nas costas, rasgou a blusa que eu tava usando”.

“No dia seguinte, eu falei que se ele continuasse com isso, ele seria preso. Ai ele foi até a cozinha, pegou uma faca e me ameaçou. Foi quando eu corri para casa da minha vizinha e liguei para a polícia”.

Nesse dia, os dois foram levados à delegacia e Pamella contou detalhes das agressões. No mesmo dia, ela conseguiu na justiça uma ordem para ele não se aproximar dela e da sua filha.

No fim da entrevista, Leo Dias perguntou por que levou tanto tempo para que Pamella o denunciasse.

“Porque a gente acredita que vai melhorar. É o ciclo do relacionamento abusivo. Briga e depois fica tudo bem. Fica uma sensação de falsa paz”, disse.

“Eu tenho um ideal de família, eu queria que ele criasse a filha dele, queria ter mais filhos, ter uma vida normal, me formar. Nunca nem imaginei que ele ficaria conhecido. Isso era novo tanto para ele quanto pra mim. Eu lutava pra ter minha família em pé, fui submissa, sempre fui, desde que fui morar com ele”.

“Além da mãe dele, quem mais presenciou as agressões?”, perguntou o jornalista.

“O cara que trabalhava com ele, presenciava e não interferia. Ninguém interferia de forma física nem em palavras. Só a empregada dele tentava aconselhar, a mãe dele nunca. Ela dizia que eu tinha que aguentar calada”, contou Pamella.

“Todo mundo justificava que é porque o temperamento dele era esse e se eu quisesse ficar com ele eu tinha que aguentar”.

“Demorei para ter coragem de sair disso, o sonho dele era ele, não eu e minha filha. Eu sabia que ele poderia ser preso, eu pensava que ia ficar sozinha, mas nunca imaginei que fosse tomar essa proporção”, encerrou.

Se sofrer ou presenciar qualquer tipo de violência contra a mulher, DENUNCIE: DISQUE 180.

Com informações de Metrópoles

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