34ª Bienal de São Paulo traz verso de 1965 em oposição à ditadura como tema

Evento precisou ser cancelado no ano passado devido à pandemia e iniciou neste sábado (04), falando sobre a ‘voz’ da arte em tempos sombrios.

Foto: Reprodução Internet.

Assim como tantos outros eventos, em 2020 a Bienal de São Paulo também foi cancelada devido à pandemia do novo coronavírus.

Após a pausa, a 34ª edição do evento iniciou neste sábado (04) e irá discutir a importância da produção artística em tempos sombrios.

O tema deste ano é: “Faz escuro mas eu canto”, verso de um poema escrito em 1965 por Thiago de Mello, que foi preso e exilado durante a ditadura no Brasil.

Uma grande coincidência envolve o assunto, uma vez que o tema não seria sobre a pandemia, pois foi escolhido em 2019.

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De acordo com Paulo Miyada, que é curador adjunto da exposição, entre 2018 e 2019, quando a organização começou o trabalho para a realização da Bienal, eles já “sabiam” que o evento seria realizado em um momento conflituoso.

Eles só não poderiam prever que o conflito seria ao nível mundial e de uma forma tão traumática. Atualmente o Brasil contabiliza mais de 582 mil mortes pela doença.

Visitação

A Bienal de São Paulo acontece no Parque Ibirapuera, de 4 de setembro a 5 de dezembro de 2021, com entrada gratuita e acesso mediante apresentação de comprovante de vacinação contra Covid-19 .

Não precisa existir uma marcação prévia para a visitação, mas é obrigatório o uso de máscara.

No total, mais de 90 artistas de 39 países diferentes, produziram 1100 obras que estão disponíveis para visitação no Pavilhão do Ciccilo Matarazzo.

Além das obras que fazem parte da exposição coletiva, três individuais e três eventos performáticos também são realizados no mesmo prédio, além das exposições em instituições da cidade, que acontecem simultaneamente.

Com informações de G1.

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