Fãs do BTS protestam sobre os crimes de ódio contra a comunidade asiática

Através da hashtag “Racismo não é comédia”, internautas criticaram uma empresa de cards por ridicularizar os integrantes do grupo de K-pop.

BTS.
Foto: Reprodução Internet.

Na manhã desta quarta-feira (17), a hashtag #RacismIsNotComedy (Racismo não é comédia), ficou durante horas entre os assuntos mais comentados do Twitter e chegou a ficar no primeiro lugar.

Os fãs do grupo BTS protestaram contra os casos de ridicularização envolvendo o grupo, assim como o racismo e os crimes de ódio contra a comunidade asiática.

Ontem a revista ‘Topps’ postou uma charge em cartaz ilustrando de forma ofensiva o grupo de K-pop no Grammy. Após os protestos, a empresa se manifestou sobre o ocorrido e informou que o produto não será disponibilizado.

No desenho, os membros da banda apareciam sendo golpeados por uma estatueta do Grammy, a empresa foi acusada de racismo.

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Nas mensagens em protesto, os internautas também relembraram o tiroteio que aconteceu ontem nos Estados Unidos no spa Young’s Asian Massage, onde oito pessoas, a maioria mulheres de origem asiática, morreram.

A polícia não determinou se os tiroteios tiveram motivação racista, mas aconteceram no momento em que muitos americanos de origem asiática estão com medo após o aumento dos crimes de ódio contra sua comunidade.

“Vocês podem explicar por que escolheram ilustrar o BTS dessa forma? Os outros artistas que vocês incluíram não têm representação de violência em suas ilustrações. Por que isso passou?”, questionou um internauta se referindo a publicação da revista.

Confira o pronunciamento da revista:

“Estão tentando fazer eles desistirem como fizeram lá no começo, e vão falhar de novo, pois eles não estão sozinhos, eles tem nós como seu exército e não vamos deixar isso acontecer de maneira nenhuma !RacismIsNotComedy”, escreveu outro internauta.

Após o inicio da pandemia causada pelo coronavírus, onde o primeiro caso foi detectado em 2019, na cidade de Wuhan na China, o racismo contra os asiáticos aumentou disparadamente.

De acordo com informações do portal TAB, do UOL, no Brasil os casos de insultos relacionados ao vírus também aumentaram, o Instituto Sociocultural Brasil-China – Ibrachina criou uma central de denúncias para reunir relatos, que serão entregues às autoridades brasileiras. Discriminar alguém por sua etnia é racismo e, na letra da lei, racismo e injúria racial são crimes.

Com informações de TAB.

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